Expediente

Editorial

Revista O Papel - ABRIL/2017

FERRAMENTAS DO PROGRESSO E VALORIZAÇÃO

Superar os desa os e elevar a competitividade, em qualquer setor de negócios, não

é nada fácil. Quanto mais o mundo avança, mais aumenta a complexidade da gestão

e, consequentemente, os resultados exigem cada vez mais esforços, estratégias e

investimento tecnológico para acontecer nas empresas. Nossa Reportagem de Capa

desta edição mostra isso e apresenta um cenário do setor dos aparistas no Brasil com

destaque para a evolução em diversos sentidos.

Sem inovação e ferramentas tecnológicas da informação, capazes de promover o

progresso e valorizar pro ssionais, o caminho em direção ao crescimento torna-se

repleto de obstáculos intransponíveis, muitas vezes, para a maioria. Portanto, os aparistas

 zeram a lição de casa para ser atualmente um elo forte e competente na cadeia

produtiva do papel para embalagem e reciclados. Quem acompanha o setor de papel

há muitos anos poderá avaliar o quanto evoluiu esse segmento de aparas a partir das

modernizações de processos e pro ssionalização administrativa.

Embora a atualização tecnológica seja uma importante medida estratégica em prol

do fortalecimento da competitividade dos aparistas, ela não supera todos os desa os

que rondam o setor – ou, talvez, o maior deles: driblar a equação brasileira da margem

de comercialização, que  ca em torno de 23%, conforme dados da Associação

Nacional dos Aparistas (ANAP). O problema, segundo Pedro Vilas Boas, presidente

executivo da ANAP e diretor da Anguti Estatística, encontra-se na origem da reciclagem

praticada pelo Brasil.

“As aparas são vistas como produtos, por isso, vemos esse alto valor praticado por

estabelecimentos comerciais. Supermercados, shoppings e indústrias diversas fazem

leilões do material que precisam descartar, diferentemente de outros países do mundo,

onde, muitas vezes, o gerador de aparas paga pela retirada do material”, compara

Vilas Boas. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída em 2010,

como iniciativa de organizar a retirada de material reciclável do lixo urbano, aparece

neste cenário como uma proposta pertinente para solucionar o gargalo vivido pelos

aparistas. Na prática, no entanto, isso ainda não acontece. “A PNRS busca valorizar

cooperativas. Isso seria positivo, desde que não descartasse a existência do aparista”,

esclarece Vilas Boas, frisando que o aparista é o canal entre as cooperativas e as

fábricas de papel.

A inovação, aliada a todas as estratégias e investimentos, não é essencial apenas

para processos produtivos das empresas, mas também é fundamental para

se criar programas de incentivos aos colaboradores. A Eldorado Brasil lança neste

mês a nova plataforma do Inovar, programa de inovação que incentiva os colaboradores

da área industrial a propor soluções inovadoras que ajudem a aprimorar

o processo fabril e a rotina de trabalho. E este é o tema da nossa Entrevista

do mês com o gerente de Controle Técnico da companhia, Leonardo Pimenta.

Quem também lança novidades nesta edição é a ABTCP, com seu Prêmio Destaques do

Setor 2018, incluindo novas categorias no regulamento da premiação que valoriza as

empresas – e agora também os pro ssionais – da indústria de base  orestal. A Reportagem

Institucional ABTCP traz todos os detalhes e prazos do cronograma a partir

deste lançamento, reforçando a importância do Destaques do Setor como ferramenta

de reconhecimento aos vencedores pelo mercado.

Nossa edição de abril apresenta os resultados do 1.º Workshop de Água e E uentes,

promovido recentemente pela ABTCP em sua sede, em São Paulo, e mostra mais

alguns passos em direção à quarta revolução industrial com conteúdo mais completo

pelos artigos de colunistas e pesquisadores das empresas de celulose e papel em

conjunto com universidades. Veja também mais uma coluna Setor Melhor com o convidado

especial da Fabio Perini e uma Reportagem de Negócios e Mercado sobre

investimentos da Ecolab, entre outras notícias do mercado.


Patrícia Capo

Editora Responsável de Publicações/Coordenadora de Comunicação

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O Papel –APRIL2018

PROGRESS TOOLS AND RECOGNITION
Overcoming challenges and increasing competitiveness in any business
sector is not an easy task. The more the world advances, the greater the
management complexity and, consequently, results require even more effort
and, especially, strategies and technology investments to make things happen
in companies. This month’s Cover Story addresses this and presents a scenario
of the wastepaper sector in Brazil with emphasis on evolution in various senses.
Without innovation and information technology tools that are capable of
promoting progress and recognizing professionals, the path towards growth
becomes full of insurmountable obstacles for most businesses. Therefore,
wastepaper dealers did their homework and became a strong and competent
link in the paper production chain for packaging and recycled products.
Those who have tracked the paper sector for many years can see how much
the wastepaper segment has evolved through process modernization and
administrative professionalization.
Even though being technologically up-to-date is an important strategic
measure for strengthening the competitiveness of wastepaper dealers, it does
not overcome all challenges permeating the sector — or perhaps, the biggest
one of all: mastering the Brazilian sales margin equation, which is around
23% according to the National Association of Wastepaper Dealers (ANAP). The
problem, according to Pedro Vilas Boas, CEO of ANAP and director of Anguti
Estatística, resides in the origin of the recycling business in Brazil.
“Wastepaper is perceived as a product and that’s why we see this high-value
charged by commercial establishments. Supermarkets, malls and industries of all
sorts auction the material they need to discard, different from other countries
where many times the entity that generates the wastepaper pays for the material
to be removed,” says Vilas Boas. The National Solid Waste Policy (PNRS), instituted
in 2010, as an initiative to organize the removal of recyclable material from urban
waste, appears in this scenario as a pertinent proposal for solving the bottleneck
that wastepaper dealers suffer. In practice, however, this does not yet occur. “The
PNRS seeks to value cooperatives. This would be positive, as long as it did not
eliminate the existence of wastepaper dealers,” says Vilas Boas, pointing out that
they are the link between cooperatives and paper mills.
Innovation, coupled with all the strategies and investments, is not only
essential for company production processes, it is also fundamental for creating
employee incentive programs. Eldorado Brasil introduced this month a new
platform for its innovation program Inovar, which encourages employees
in the industrial area to propose innovative solutions that help improve
production processes and work routines. And this is the topic of this month’s
Interview with the company’s Technical Control manager, Leonardo Pimenta.
ABTCP is also innovating in its 2018 Highlights of the Sector Awards by including
new categories, among others, in the regulations that recognize companies – and
now professionals too – in the forest base industry. The ABTCP Institutional
Report provides all the details and deadlines in this issue, reinforcing the
importance of the award as a tool for recognizing winners in the market.
Our April issue presents the results of the 1st Water and Ef uent Workshop,
recently promoted by ABTCP at its headquarters in São Paulo, and reports on a
few more steps in the direction of the fourth industrial revolution with content
in articles by columnists and researchers from pulp and paper companies in
conjunction with universities. Also read our Better Sector column with special
guest Fabio Perini and the Business and Market Report about Ecolab’s
investments, as well as other market news

Patrícia Capo

Chief Editor of Publications/Communications Coordinator

 

 

Patrícia Capo
Editora
tel. (11) 38742725

O Papel
Revista mensal de tecnologia em celulose e papel,
ISSN 0031-1057/Monthly Magazine of Pulp and Paper Technology

 

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Matheus de Almeida, Gustavo Ventorim, José Luiz Dutra Siqueira, José Vicente Hallak D´Angelo, Júlio César da Costa, Luiz Marcelo Dionello Piotto, Marcelo Karabolad
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