Expediente

Editorial

Revista O Papel - Março/2017

O futuro em construção pela nossa indústria

O ABTCP 2017 – 50.º Congresso Internacional de Celulose e Papel, presidido pelo Dr. Celso Foelkel, um dos maiores especialistas e estudiosos de florestas de eucalipto e pínus, terá como tema Indústria do Futuro: Novos Caminhos, Novos Processos e Inovações Tecnológicas. A ser realizado de 23 a 25 de outubro em São Paulo, no Hotel Unique, o evento, que está com chamada aberta para inscrições de trabalhos em www.abtcp2017.org.br, marca neste ano as comemorações do jubileu de ouro da ABTCP.

Essa relevante reflexão a que todos os profissionais do setor de base florestal estão convidados a fazer durante o Congresso ABTCP, a partir de suas pesquisas em desenvolvimento, levou a revista O Papel a iniciar uma série de reportagens para trazer aos leitores respostas importantes sobre nossa indústria do futuro. 

Muitas perguntas serão feitas a partir desta Reportagem de Capa a acadêmicos, gestores industriais e executivos de mercado, entre outros, sobre que indústria é esta e quais tendências serão lançadas. Mais: como será construída e se movimentará? Quais novidades estão sendo descobertas para transformar as linhas de produção e seus produtos? Haverá ainda muitas outras questões marcantes nesta era, conhecida como Quarta Revolução Industrial, marcada pela renovação e reavaliação das estruturas de produção.

“A fase atual reflete uma mudança de paradigmas. Ciente disso, o setor está buscando alternativas por meio de inovação”, pontua Foelkel, durante sua entrevista para nossa matéria de capa. Fazendo um balanço da atuação da indústria global de celulose e papel em termos de inovação, Maria Cristina Area, diretora do Programa de Celulose e Papel (PROCYP), vice-diretora do Instituto de Materiais de Misiones (IMAM) e professora da Faculdade de Ciências Exatas, Químicas e Naturais da Universidade Nacional de Misiones (UNaM), na Argentina, credita essa aposta mais efetiva em inovação – vista fortemente na última década – a três motivos principais: a crise econômica mundial gerada pela globalização, a massificação dos meios digitais que impactaram a fabricação de papéis de imprimir/escrever e as legislações ambientais cada vez mais restritivas, acompanhadas de forte pressão por parte dos consumidores. “A inovação é fundamental para manter a competitividade. A transição de um mercado regulado por uma produção baseada em matérias-primas clássicas em poucos países – com as expansões de produção vistas no Brasil, no Uruguai e na China, entre outros – tem acarretado dificuldades financeiras a várias empresas. Inovar é a única possibilidade de sair da crise, fugir da dependência das commodities e contar com produtos de alto valor agregado. O recurso lignocelulósico é uma fonte importantíssima de produtos diversos, mas que exige a implementação de processos de vanguarda para ser aproveitada em seu potencial máximo”, avalia. 

Nessa trajetória evolutiva, explorar ao máximo todas as possibilidades oferecidas por suas matérias-primas vem despontando como frente estratégica para o setor. “O domínio da convergência de nano, bio e infotecnologias inseridas em nossos produtos virá revolucionar as funcionalidades e o valor agregado que nossos produtos entregam à sociedade. Isso é parte da nossa visão de liderar a transição rumo a uma bioeconomia que, enquanto mantém o uso de matérias-primas renováveis no jogo, faz com que esse uso venha a se tornar a norma. Isso também é central para nosso Roteiro 2050 rumo a uma bioeconomia de baixo carbono, em que esboçamos nossa visão no sentido de criar 50% a mais de valor agregado simultaneamente a uma descarbonização de 80%”, enfatiza Sylvain Lhôte, diretor-geral da Confederação das Indústrias Papeleiras Europeias (CEPI), sobre o trabalho empreendido pela entidade.

Além desses especialistas, nossa Reportagem de Capa traz ainda mais opiniões sobre a indústria do futuro, como as de Jean Hamel, vice-presidente de Celulose, Papel e Bioprodutos da FPInnovations, do Canadá; Carlos Alberto Farinha e Silva, vice-presidente da Pöyry Tecnologia; Ken Patrick, Colleen Walker e Larry N. Montague, da Associação Técnica da Indústria de Celulose e Papel dos Estados Unidos da América (TAPPI), e Rod Fisher, da Fisher International, entre outros.

Além de todos os colunistas e seus assuntos de destaque sobre o mercado, ciências e tecnologias, entre outros, especialmente nesta edição temos a participação de Walter Lídio Nunes, diretor presidente da CMPC Celulose Riograndense, nosso querido CEO convidado, que assume a palavra na coluna Setor Melhor para colocar seu ponto de vista sobre algumas ações importantes que têm de ser implantadas no Brasil para elevar a competitividade da indústria de celulose e papel. 

Apresentamos também aos leitores a Nova Série Histórica ABTCP +50 Anos como parte das ações comemorativas do jubileu de ouro da Associação, que terá participação de seus associados e mostrará os principais fatos das atividades promovidas pela Associação no setor de celulose e papel neste meio século de atuação no mercado.


Patrícia Capo

Editora Responsável de Publicações/Coordenadora de Comunicação

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O Papel – March/2017

The future being built by our industry 
ABTCP 2017 – 50th International Pulp and Paper Congress, to be presided by Dr. Celso Foelkel, one of the top specialists and scholars of eucalyptus and pine forests, will carry the following theme: Industry of the Future: New Paths, New Processes and Technological Innovations. To be held October 23-25, in São Paulo, at Hotel Unique, the event, which has already kicked off its call for papers through www.abtcp2017.org.br, celebrates ABTCP’s gold jubilee this year.
This important reflection for which all professionals in the forest base sector are invited to do during the ABTCP Congress through their research and development, led O Papel magazine to produce a series of stories that present readers important answers about our industry of the future. 
Many questions will be in addressed in this month’s Cover Story to scholars, industrial managers and market executives, among others, about what this industry is and what trends should we see surfacing. And more: how will it be built and move itself? What breakthroughs are being discovered to transform production lines and their products? There will be many other important questions about this era, known as the Fourth Industrial Revolution, marked by a renewal and reassessment of production structures. 
“The current phase reflects a change in paradigms. Aware of this, the sector is seeking alternatives through innovation,” said Foelkel, during his interview for our Cover Story. In analyzing performance of the global pulp and paper industry in terms of innovation, Maria Cristina Area, principal of the Pulp and Paper Program (PROCYP), vice-director of the Institute of Materials of Misiones (IMAM) and Professor of Exact, Chemical and Natural Sciences at the National University of Misiones (UNaM), in Argentina, credits this stronger bet on innovation, mostly observed this past decade, to three key reasons: the global economic crisis produced by globalization; massification of digital means, which impacted the production of printing and writing paper and increasingly more rigorous environmental legislation, coupled with strong pressure on the part of consumers. “Innovation is paramount for maintaining competitiveness. The transition from a market regulated by a production based on classic raw materials in few countries – with production expansions observed in Brazil, Uruguay and China, among others – have caused financial difficulties to various companies. Innovating is the only way to come out of the crisis, escape dependence on commodities and count on high value-added products. Lignocellulose is a very important source for various products, but requires the implementation of cutting-edge processes in order to be tapped to its fullest potential,” she said. 
In this evolutionary trajectory, exploring to the fullest all the possibilities offered by raw materials is becoming a strategic front for the sector. “Excelling at the convergence of nano, bio and infotechnologies inserted in our products will revolutionize functionalities and the value-added that our products deliver to society. This is part of our vision of leading the transition towards a bioeconomy that, while maintaining the use of renewable raw materials in the game, it causes this use to become the norm. This is also central to our 2050 path towards a low carbon bioeconomy, in which we defined our vision in the sense of creating 50% more added value together with an 80% decarbonization,” said Sylvain Lhôte, director general of the Confederation of European Paper Industries (CEPI), about the work being conducted by the entity.
In addition to these specialists, our Cover Story also includes more opinions about the industry of the future, such as Jean Hamel, vice president of Pulp, Paper and Bioproducts at FPInnovations, in Canada; Carlos Alberto Farinha e Silva, vice president of Pöyry Tecnologia; Ken Patrick, Colleen Walker and Larry N. Montague, from the Technical Association of the Pulp and Paper Industry (TAPPI), and Rod Fisher, from Fisher International, among others.
In addition to the colonists and their highlights about the market, science and technology, among others, this month’s issue, includes the special participation of Walter Lídio Nunes, CEO of CMPC Celulose Riograndense, our dear guest who authors this month’s Better Sector column and presents his point of view on some important actions that need to be implemented to boost the pulp and paper industry’s competitiveness in Brazil.
We also present our readers the New Historical Series ABTCP 50+ Years as part of the celebrations of the Association’s gold jubilee, which will include the participation of its members and show the main facts of activities promoted by the Association in the pulp and paper sector along these 50 years in the market.



Patrícia Capo

Chief Editor of Publications/Communications Coordinator

 

 

Patrícia Capo
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O Papel
Revista mensal de tecnologia em celulose e papel,
ISSN 0031-1057/Monthly Magazine of Pulp and Paper Technology

 

Redação e endereço para correspondência/O Papel Address for Contact:
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Conselho Editorial Executivo/Executive Editorial Council: Em definição


Comitê de Trabalhos Técnicos ABTCP/The ABTCP´s / Committee of Technical Papers:
Editora Técnica Designada/Technical Paper Editor in Charge: Maria Luiza Otero D’Almeida (Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT)

Membros do Comitê/Committee Members:
Alfredo Mokfienski, André Luiz Ferraz, Antonio Aprígio da Silva Curvelo, Celso Edmundo Bochetti Foelkel, Cesar Augusto de Vasconcellos Anfe, Danyella Oliveira
Perissotto, Deusanilde de Jesus Silva, Edison Strugo Muniz, Érico de Castro Ebeling, Flávio Trioschi, Graciela Beatriz Gavazzo, Gustavo Correa Mirapalheta, Gustavo
Matheus de Almeida, Gustavo Ventorim, José Luiz Dutra Siqueira, José Vicente Hallak D´Angelo, Júlio César da Costa, Luiz Marcelo Dionello Piotto, Marcelo Karabolad
dos Santos, Marcia Barreto Cardoso, Maria Cristina Area, Michael Lecourt, Nei Rubens Lima, Osvaldo Vieira, Patrícia Kaji Yasumura, Pedro Fardim, Song Won Park
Colaborador para Notas Técnicas: Jayme Nery (Brasil)

 

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