Expediente

Editorial

Revista O Papel - JULHO/2018

GESTÃO COMPETITIVA DIFERENCIADA

“A principal vantagem competitiva das organizações do século XXI está sendo e será cada vez mais a qualidade da gestão”, de acordo com Antonio Tadeu Pagliuso, superintendente Geral da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), em artigo publicado no site da ECR Consultoria, empresa de serviços, especializada na integração de conhecimento e tecnologia.

O quase centenário Grupo Suzano, em destaque nesta edição com a Suzano Papel e Celulose e suas plantas e negócios na área de tissue, é nossa referência em qualidade de gestão competitiva. Os fatos falam por si e aumentam a cada novo passo no mercado a admiração por uma empresa que, em meio às adversidades econômicas, supera-se e registra significativo crescimento.

Com seus diferenciais tecnológicos, as fábricas de tissue da Suzano são apresentadas em nossa Reportagem de Capa, realizada com os executivos da empresa e complementada com informações de fornecedores-parceiros na construção dos projetos. O motivo da entrada da Suzano no segundo semestre do ano passado neste segmento de papel está nas altas taxas de crescimento do tissue perante outros tipos de produtos do setor.

Mesmo diante das dificuldades acarretadas pela crise econômica que abate o mercado nacional desde 2015, os papéis para fins sanitários registraram um incremento de produção de 1,5% em 2017, com um volume total de 1,281 milhão de toneladas, conforme apontam dados da Anguti Estatística. As perspectivas para este e os próximos anos são ainda melhores, dado o potencial de crescimento do mercado nacional.

Em setembro último, a empresa deu início às operações da primeira fábrica de papel sanitário, instalada em Mucuri-BA, e, em novembro último, oficializou o startup da fábrica de Imperatriz-MA – ambas com capacidade para produzir 60 mil toneladas de bobinas “jumbo rolls” de papel tissue por ano e de converter 30 mil toneladas em produtos acabados em cada fábrica. Com investimento de R$ 540 milhões, as novas unidades fabris da companhia visam ao abastecimento do mercado de papéis sanitários das regiões Nordeste e Norte do País e somam-se à produção da Fábrica de Papel da Amazônia S.A. (Facepa), empresa que opera em Belém-PA e Fortaleza-CE, e foi incorporada pela Suzano no último mês de março, com aporte de R$ 310 milhões.

Juntas, as fábricas totalizam uma produção anual de 170 mil toneladas de papéis sanitários e já posicionam a Suzano como a segunda maior fabricante do segmento no Brasil. Alinhada aos objetivos da Suzano de expandir suas atividades para os mercados de produtos adjacentes à celulose, a aquisição da Facepa amplia as operações de sua nova unidade de negócios de Bens de Consumo e garante uma melhor oferta de produtos nas regiões Nordeste e Norte, de forma a ficar ainda mais próxima do consumidor final.

Marcelo Zenni, gerente executivo industrial da Unidade de Bens de Consumo da Suzano, relata que o primeiro startup de tissue da companhia contou com a participação de uma equipe multidisciplinar, que reuniu profissionais de todas as empresas envolvidas no projeto e o time técnico e operacional da máquina. “O aprendizado do startup de Mucuri facilitou o planejamento para o início das operações de Imperatriz, já que trabalhamos praticamente com a mesma equipe para ambos”, conta ele sobre os projetos que mobilizaram cerca de 1.200 pessoas, somando as equipes da Suzano ao apoio das equipes da Voith, nas linhas de tissue, e da Fabio Perini, com as máquinas de conversão, bem como as demais prestadoras de serviços de obras civis,instrumentação, insumos operacionais e outros.

Zenni também cita a adaptação da equipe técnica em função do alto nível de automação das máquinas, novas tecnologias e utilização de celulose never dry, diz ele a respeito de um diferencial da Suzano na fabricação de tissue: a eliminação da etapa de secagem da celulose. O fato de a operação ser integrada,com a celulose sendo bombeada a partir da linha de produção, é algo inédito no Brasil e também confere ganhos expressivos em termos de consumo de vapor e energia. “Essa característica nos permite ter as únicas fábricas autossuficientes em energia do País, uma vez que o próprio complexo fabril gera energia suficiente para abastecer a fábrica de tissue, além de outros insumos como água”, pontua Zenni.

Criar uma unidade de Bens de Consumo em um mercado com mais de 50 empresas no ramo foi mais um grande desafio para a Suzano, ao ingressar em um novo segmento de atuação. “Mas o foco na criação de valor para nossos stakeholders é a chave do processo”, pondera Adriana González, diretora de Marketing da unidade de Bens de Consumo da empresa, sublinhando que conhecer as necessidades dos consumidores e clientes foi fundamental para o estabelecimento da estratégia da Suzano no segmento tissue.

Atualmente, o portfólio de tissue da Suzano é composto por papel higiênico folha dupla, papel higiênico folha simples, toalhas de papel, guardanapos e fraldas infantis, encontrados nas marcas Mimmo e Max Pure, desenvolvidas exclusivamente pela Suzano, e Floral, Le Blanc, Scala, Nino, Tutto, Naps, Fleur, Maxx Baby, Econocleane eGuloso Bag, produtos da Facepa. Falando a respeito do desenvolvimento das marcas próprias, a diretora de Marketing da unidade de Bens de Consumo da Suzano informa que uma série de pesquisas foi realizada para entender as necessidades dos consumidores e, assim, apresentar uma proposta de valor ao mercado. “O que nos inspirou foi poder oferecer não só produtos, mas soluções aos nossos clientes e suas famílias”, lembra a executiva.

Adriana afirma que o grande objetivo da Suzano é ser uma empresa de bens de consumo em higiene com multimarcas e multiprodutos, que atua em multirregiões. “Com a aquisição da Facepa, maior fabricante de papéis sanitários das regiões Norte e Nordeste, continuamos avançando neste grande objetivo para oferecer a nossos consumidores uma linha mais ampla de marcas e categorias de produtos líderes no mercado que satisfaçam suas necessidades”, diz sobre o objetivo que deve se concretizar ao longo dos próximos anos.

A qualidade da gestão também é tema no contexto da nossa Entrevista do mês com Daniel Fernandes, diretor de Sucesso do Cliente da Treasy, baseada nos resultados da segunda edição da pesquisa Budget Trends 2017-2018, cujo intuito é mapear as principais práticas Financeiras e orçamentárias das organizações brasileiras.

E, para concluir nosso editorial de julho 2018, entre outros destaques, temos a coluna Setor Melhor sobre o tema Inovação e Competitividade, escrita por Rodrigo Vizotto, presidente da Kadant South America.

Uma excelente leitura a todos e aguardo sugestões de pautas, críticas ou elogios para o meu e-mail, a fim de que possamos fazer cada vez mais uma O Papel capaz de atender às demandas de informações diferenciadas sobre empresas e profissionais do setor de base florestal!

Patrícia Capo

Editora Responsável de Publicações/Coordenadora de Comunicação

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O Papel –JULY 2018

COMPETITIVE MANAGEMENT
THAT STANDS OUT

“The main competitive advantage of organizations in the 21st century is and will
continue being even more the quality of management,” according to Antonio Tadeu
Pagliuso, General Superintendent of the National Quality Foundation (FNQ) –, in an article
published in ECR Consultoria’s website, a services company specialized in integrating
knowledge and technology.
The almost centenarian Grupo Suzano, showcased in this edition with Suzano Papel
e Celulose and its two units and business activities in the Tissue area, is our reference
in competitive management quality. The facts speak for themselves and with each new
step in the market grows the admiration for a company that in the midst of economic
adversities, outdoes itself and registers signi cant growth.
With its technological advantages, Suzano’s tissue mills are presented in our Cover
Story with company executives and complemented with information from key-partners
that participated in the construction of the projects. The reason that led Suzano to enter
this segment in the second semester of last year resides in the high growth rates of
tissue vis-à-vis other products in the sector.
Despite the dif culties caused by the economic crisis that has plagued the country’s
economy since 2015, tissue paper registered a 1.5% production increase in 2017, with a
total volume of 1.281 million tons, according to Anguti Estatística data. The perspectives for
this year and the next are even better, given the growth potential of the Brazilian market.
Last September, the company began operating its  rst tissue mill in Mucuri (BA), and,
in November, it of cially started up the Imperatriz (MA) unit — both with a capacity to
produce 60 thousand tons of tissue paper jumbo rolls per year, and a capacity to convert
30 thousand tons into  nished goods at each unit. With an investment of R$540 million,
the company’s new production units aim to supply the tissue market in the north and
northeast regions of the country coupled with the production from Facepa (Fábrica de
Papel da Amazônia S.A.), a company that operates in Belém (PA) and Fortaleza (CE) and
was acquired by Suzano in March 2018 following a R$310 million investment.
Together, the mills total an annual production of 170 thousand tons of tissue paper and
already position Suzano as the #2 producer in Brazil in this segment. In alignment with
Suzano’s strategy to expand activities into adjacent pulp-product markets, the acquisition of
Facepa increases operations of its new consumer goods business unit and ensures a better
product offer in the north and northeast regions, being even closer to end consumers.
Marcelo Zenni, industrial executive manager of Suzano’s Consumer Goods Unit , informs
that the company’s  rst tissue startup relied on the participation of a multidisciplinary
team that gathered professionals from all companies involved in the project and from
the machine’s technical and operational team. “The learnings from the Mucuri startup
facilitated plans for starting up operations at Imperatriz, since we worked with practically
the same team in both projects,” he said about the projects that mobilized roughly 1,200
people, combining Suzano’s teams with support from Voith, in the tissue lines, and from
Fabio Perini, with the conversion machines, as well as other service providers of construction
works, instrumentation and others.
Zenni also mentions the adaptation of the technical team considering the high level
of automation, new technologies and use of never-dry pulp, regarding one of Suzano’s
differentials in tissue production: elimination of the pulp drying stage. The fact that the
operation is integrated, with pulp being pumped directly from the production line, is
unparalleled in Brazil and yields expressive gains in steam and energy consumption. “This
characteristic allows us to have the only energy self-suf cient mills in Brazil, given that
the production unit generates suf cient energy to supply the tissue plant, as well as other
inputs like water,” said Zenni.
Creating a Consumer Goods unit in a market with 50+ companies in the segment was
another major challenge for Suzano when entering this new niche. “The focus on creating
value for our stakeholders is the key to the process,” says Adriana González, marketing
director for the company’s Consumer Goods unit, pointing out that knowing the needs of
consumers and clients was fundamental in de ning Suzano’s strategy in the tissue segment.
Suzano’s tissue portfolio is currently composed of two-ply toilet paper, single-ply toilet
paper, napkins and baby diapers marketed under the brands Mimmo and Max Pure, developed
exclusively by Suzano, and the following Facepa brands: Floral, Le Blanc, Scala, Nino, Tutto,
Naps, Fleur, Maxx Baby, Econoclean andGuloso Bag. In terms of own brand development,
the Marketing director says that a series of surveys were conducted to understand consumer
needs and to put forward a value proposition. “What inspires us is to be able to offer not only
products, but also solutions to our consumers and their families,” she says.
Adriana says that Suzano’s main objective is to be a consumer goods company with
multiple brands and multiple products, doing business in several regions. “With the
Facepa acquisition, which is the biggest tissue manufacturer in the North and Northeast
regions, we continue advancing towards this objective of offering our consumers a
broader product line of market-leading brands and categories that satisfy their needs,”
she said about the objective, expected to be reached over the next few years.
Management quality is the topic of this month’s Interview with Daniel Fernandes,
Customer Success Director at Treasy, based on results of the second edition of the Budget
Trends 2017-2018 survey, which aims to map the main  nancial and budget trends in
Brazilian organizations. To conclude this editorial for July 2018, we have, among other
stories, the Better Sector Column written by Rodrigo Vizotto, president of Kadant South
America, who talks about innovation and competitiveness.

Patrícia Capo

Chief Editor of Publications/Communications Coordinator

 

 

Patrícia Capo
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