Expediente

Editorial

Revista O Papel - OUTUBRO/2017

AS MELHORES PRÁTICAS DA

INDÚSTRIA DE ÁRVORES PLANTADAS

Em linha com avanços tecnológicos e modelos de gestão eficientes, a indústria

de base florestal vai além do discurso teórico e posiciona ações sustentáveis em

seu core business. Essa é a realidade apresentada por nossa principal reportagem

desta edição da O Papel, que chega ao setor com nova apresentação de leiaute de

capa em comemoração aos 50 anos da Associação Brasileira Técnica de Celulose e

Papel (ABTCP), editora da publicação.

Muito antes de o conceito “sustentabilidade” se tornar popular no mercado, o setor

de celulose e papel já trabalhava nessa direção. “Desde a década de 1970, quando as

comunidades de entorno das fábricas começaram a questionar algumas práticas do

setor, as empresas passaram a ter maior consciência a respeito da própria atuação e da

forma como eram vistas pela sociedade e pelos órgãos de controle ambiental”, conta

Nei Lima, coordenador da Comissão Técnica de Meio Ambiente da ABTCP.

Entre as melhores práticas socioambientais da indústria de árvores plantadas está

uma rigorosa gestão dos resíduos sólidos, visando reduzir a geração, assegurar a correta

destinação e atender aos requisitos legais e de certificação. Conforme aponta o

relatório anual mais recente da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), em 2016 o setor

gerou 47,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos, dos quais 33,7 milhões (70,5%)

das atividades florestais e 14,1 milhões (29,5%) das industriais.

Na atividade florestal, 99,7% dos resíduos sólidos – principalmente cascas, galhos

e folhas – são mantidos no campo para proteção e fertilização do solo. O restante de

0,3% – entre óleos, graxas e embalagens de agroquímicos – é encaminhado de forma

a atender aos critérios legais até sua destinação final. Na indústria, 66% dos resíduos

são destinados à geração de energia por queima em caldeiras, que geram vapor e,

eventualmente, energia elétrica para o processo produtivo, eliminando a utilização de

combustível fóssil. Outros 25,5% dos resíduos, principalmente da produção de serrados

(cavacos e serragem) e aparas de papel, são reutilizados como matéria-prima por outras

empresas do setor. Resíduos como a lama de cal e a cinza das caldeiras representam

5% e são reutilizados, por exemplo, para produção de cimento e óleo combustível

reciclado. Os demais resíduos (3,5%) seguem para aterros industriais, em conformidade

com os critérios legais vigentes.

Além da busca da consolidação das melhores práticas nas operações industriais,

as empresas do setor estão atentas aos desafios da liderança da gestão de Recursos

Humanos. O tema é destaque em nossa entrevista do mês com Sergio Piza,

diretor de Gente & Gestão, Comunicação e Sustentabilidade da Klabin. No momento

do Brasil, em que um cenário de reformas em diversos âmbitos vem ocorrendo,

como na esfera trabalhista, com projeções de mudanças na área previdenciária e

tributária, a relação colaborador-empresa começa a passar por reflexões acerca de

como será seu futuro equilíbrio.

No ambiente corporativo os líderes são exigidos em sua capacidade máxima a partir

do momento em que surgem os novos modelos de trabalho em equipe. “Na esfera

virtual, o líder precisa ter capacidade de comunicação muito desenvolvida. A habilidade

de informar com clareza o modelo de negócio é primordial, articulando o contexto de

tal maneira que desperte um propósito capaz de engajar todos na busca de resultados

sustentáveis e extraordinários”, pontua Piza.

Completando nossa passagem pelo mundo de mudanças e desafios de operações e

gestão, a O Papel deste mês traz na coluna Setor Melhor o artigo “O Google completou

19 anos”, de nosso CEO convidado, Alexandre Tattini, superintendente da MD Papéis

Ltda. Ele nos lembra que uma das empresas mais influentes para a geração jovem

recentemente entrou na idade adulta.

É mundo novo para uns; mundo já maduro para outros... Para os que vão chegando

começa a ser um mundo que fica ultrapassado a cada ano, à medida que tudo vem se

transformando tão rapidamente.

Neste momento do nosso 50.º Congresso Internacional de Celulose e Papel da

ABTCP, no qual a edição circula, estaremos em debate para encontrar respostas ao

principal tema do evento: “A indústria do futuro: novos caminhos, novos processos e

novas tecnologias”. Quais serão? É o que descobriremos no tempo certo...

Uma ótima leitura e até a próxima edição!


Patrícia Capo

Editora Responsável de Publicações/Coordenadora de Comunicação

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O Papel – October/2017

In line with technological advancements and ef cient management models, the
forest base industry goes above and beyond its technical discourse and positions
sustainable actions in its core business. This is the reality presented in this month’s
Cover Story of O Papel, which now appears with a new cover layout to celebrate
the 50th anniversary of the Brazilian Pulp and Paper Technical Association (ABTCP),
which publishes the magazine.
Well before the “sustainability” concept became popular in the marketplace, the
pulp and paper sector already worked in this direction. “Since the 1970s, when
communities surrounding mills began to question some of the sector’s practices,
companies became more aware of their own activities and how they were perceived
by society and environmental control entities,” says Nei Lima, coordinator of
ABTCP’s Environmental Technical Committee.
Among the best socio-environmental practices in the planted trees industry is the
strict management of solid waste, aimed at reducing generation, ensuring its correct
disposal, and complying with legal and certification requirements. As pointed out in
the Brazilian Tree Industry’s (Ibá) latest report, in 2016, the sector generated 47.8
million tons of solid waste, of which 33.7 million (70.5%) from forest activities and
14.1 million (29.5%) from industries.
In forestry activities, 99.7% of solid waste – mainly bark, branches and leaves –
is maintained in the field for soil fertilization and protection. The remaining 0.3%
– oils, greases and agrochemical packaging – is sent to their final destination
to comply with refulations. In industry, 66% of waste is earmarked for energy
generation through burning in boilers, which produces steam and, eventually,
energy for the production process, eliminating the use of fossil fuel. Another 25.5%
of waste, mainly from sawn products (wood chips and sawdust) and wastepaper,
is reused as input by other companies in the sector. Waste, such as lime sludge and
boiler ashes, accounts for 5% and is reutilized, for example, to produce recycled
oil fuel and cement. The remaining waste (3.5%) is sent to industrial land mills in
accordance with current regulations.
In addition to the pursuit of consolidating best practices in industrial operations,
companies in the sector are also aware of leadership’s challenges regarding Human
Resources management. This topic is the highlight of this month’s interview with Sergio
Piza, Klabin’s People & Management, Communication and Sustainability director. At
this moment in Brazil, where a series of reforms are occurring in several spheres, such
as labor, with projected changes in the Social Security and tax areas, the employeecompany
relationship begins to re ect on how its balance will be in the future.
In the corporate environment, leaders are required to excel at their maximum
capacity as new team-work models surface. “In the virtual sphere, leaders need
highly developed communication skills. The ability to clearly communicate the
business model is fundamental, articulating the context in such a way that it
arouses a purpose capable of engaging everyone in the pursuit of sustainable and
extraordinary results,” says Piza.
Completing our journey through the world of operational and management
challenges and changes, O Papel this month presents in its Better Sector column
the article “Google turns 19”, by guest CEO Alexandre Tattini, superintendent of
MD Papéis Ltda. It reminds us that one of the most influential companies for the
younger generation has just entered adulthood.
It’s a new world for some; an already mature one for others... For those just
arriving begins an outdated world that with each passing year things are being
radically transformed.
Now that we have reached ABTCP’s 50th Pulp and Paper International Congress,
debates will look to find answers to the event’s main theme: “The industry of the
future: new paths, new processes and new technologies”. What will they be? It’s
what we will discover in due time...


Patrícia Capo

Chief Editor of Publications/Communications Coordinator

 

 

Patrícia Capo
Editora
tel. (11) 38742725

O Papel
Revista mensal de tecnologia em celulose e papel,
ISSN 0031-1057/Monthly Magazine of Pulp and Paper Technology

 

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Perissotto, Deusanilde de Jesus Silva, Edison Strugo Muniz, Érico de Castro Ebeling, Flávio Trioschi, Graciela Beatriz Gavazzo, Gustavo Correa Mirapalheta, Gustavo
Matheus de Almeida, Gustavo Ventorim, José Luiz Dutra Siqueira, José Vicente Hallak D´Angelo, Júlio César da Costa, Luiz Marcelo Dionello Piotto, Marcelo Karabolad
dos Santos, Marcia Barreto Cardoso, Maria Cristina Area, Michael Lecourt, Nei Rubens Lima, Osvaldo Vieira, Patrícia Kaji Yasumura, Pedro Fardim, Song Won Park

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