Benchmarking de manutenção na indústria de celulose

Publicação
Autor:  Dórian L. Bachmann

A atividade de manutenção costuma ser avaliada pela disponibilidade dos sistemas sob sua responsabilidade, e pelo custo que permitiu oferecer a disponibilidade alcançada. Embora simplista no médio e longo prazos, esta abordagem é correta. Mas, no curto prazo, o investimento em capacitação e equipamentos pode implicar em elevação dos custos imediatos, em troca de melhores resultados no futuro. Segundo a Associação Brasileira de
Manutenção - ABRAMAN[1], em 2007 o indicador de desempenho da manutenção considerado mais importante pelas empresas foi o Custo, seguido por Disponibilidade Operacional.
Estudo feito pela DNV indica que o número de empresas que mede os custos de manutenção é 37,5% maior do que o das que medem os tempos de parada, e 120% maior do que as que medem a disponibilidade.

Uma forma efetiva de buscar referenciais para cada um dos fatores de custo é o benchmarking. Os levantamentos de benchmarks - conduzidos em parceria pela ABTCP e pela Bachmann & Associados -, por cobrirem apenas indústrias de celulose e papel, oferecem resultados consistentes da realidade do setor. Para maior comparabilidade, as fábricas são divididas em grupos semelhantes (produtoras de celulose e fábricas integradas). Para a comparação do custo da manutenção entre diferentes plantas, o melhor seria comparar com base no capital empregado ou no custo de reposição das instalações. Entretanto, entre competidores esta informação é de difícil obtenção. Assim, optou-se por usar como base a produção durante um período especificado, gerando a métrica: “Custo de manutenção por tonelada de produto”.

A maior dificuldade foi estabelecer um padrão uniforme de alocação que evitasse a contabilização de um mesmo tipo de despesa como manutenção em uma organização e custo operacional em outra. Para solucionar o problema, foram consultadas as empresas representadas na Comissão de Manutenção da ABTCP, e acordados os critérios para alocação de custos.

Dada a complexidade da atividade de manutenção, apenas conhecer o Custo Total não seria suficiente para a avaliação da eficácia da gestão. Assim, para facilitar o uso das informações os custos correspondentes a manutenção de rotina e a paradas gerais, por se referirem a processos distintos, foram individualizados (Figura 1). Também os custos associados aos serviços próprios e os realizados por terceiros (serviços contratados) foram apropriados separadamente.

O custo de estocagem de sobressalentes, embora significativo e fortemente associado à manutenção, pode ser visto como custo financeiro e não foi considerado. Para exemplificar, seguem os principais resultados de duas métricas incluídas no estudo “Análise Comparativa do Custo de Manutenção de Fábricas de Celulose - 2007” realizado pela Bachmann & Associados e ABTCP. Do mesmo modo que nos relatórios fornecidos às empresas participantes e demais interessados, a origem dos dados foi mantida sob sigilo.

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