Publicação
Batizada com o nome Eremitis magnifica, uma nova espécie de bambu herbáceo foi encontrada por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia e Universidade Estadual de Feira de Santana em propriedade da CENIBRA, na Reserva de Patrimônio Particular Natural (RPPN) Fazenda Macedônia. O registro da descoberta foi oficializado com a publicação na revista científica internacional Phytotaxa, da Nova Zelândia. De acordo com o artigo publicado, a espécie pode ser considerada criticamente ameaçada de extinção, devido à sua raridade, pequeno número de exemplares e ocorrência restrita a área da RPPN Fazenda Macedônia. O artigo foi publicado pelo doutor Fabrício Moreira Ferreira, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana, com a participação de outros pesquisadores. Desde 2008 eles vêm realizando estudos envolvendo filogenia e genética molecular, anatomia foliar, palinologia e estudos morfológicos sobre o gênero Eremitis, que apresenta distribuição restrita à Floresta Atlântica na costa Leste do Brasil. Entre as 18 novas espécies de Eremitis encontradas e descritas, uma possuía características únicas, que as diferenciava das demais.

Após um aprofundamento dos estudos confirmou-se e publicou-se essa descoberta científica. A descoberta de uma nova espécie é de extrema relevância para a ciência e pode trazer diversos benefícios para toda a sociedade. Grande parte dos medicamentos utilizados pela humanidade é extraída de plantas e a descoberta de uma nova espécie amplia as possibilidades na busca pelo tratamento de doenças ainda incuráveis.

Após a publicação da descoberta, uma equipe do Departamento de Meio Ambiente e Qualidade realizou novos levantamentos na Fazenda Macedônia e identificou cerca de 60 indivíduos da nova espécie. Trata-se de uma população muito pequena e, por esse motivo, a equipe elaborou estratégias e ações para garantir a proteção e conservação da Eremitis magnifica.

Segundo o Coordenador de Meio Ambiente, Paulo Dantas, a descoberta de uma nova espécie é um indicativo da elevada qualidade ambiental do manejo florestal praticado pela CENIBRA, que, pelo baixo impacto das operações florestais e por conservar áreas extensas com vegetação nativa, abriga espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção. “Este fato relevante reforça nossa crença de que as áreas protegidas pela CENIBRA, além de cumprirem suas funções vitais para o equilíbrio ecossistêmico, são também uma importante fonte para o desenvolvimento de pesquisas e de novas descobertas científicas”, explica Paulo Dantas.

A CENIBRA desenvolve uma série de ações no sentido de monitorar parâmetros ambientais que sirvam como indicadores de qualidade para uma avaliação e acompanhamento das atividades operacionais. Programas de monitoramento de água, solo, fauna e flora são desenvolvidos em parceria com universidades e organizações não-governamentais. Os resultados destes monitoramentos são considerados no planejamento das atividades operacionais, bem como na definição de estratégias de conservação e proteção do patrimônio natural da Empresa, composto por mais de 103 mil hectares de matas nativas. Esta área é povoada por uma rica fauna silvestre e conta com inúmeros lagos e cursos d'água.

Fonte: CENIBRA

 

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