Publicação
O PAPEL vol. 76, num. 12, pp. 91 - 96 DEC 2015

Autoras*: Joselaine Broetto Lombardi1
Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Espírito Santo, curso técnico em Química pelo Instituto Federal do Espírito
Santo e MBA em Gerenciamento de Projetos pela Universidade de Vila Velha – ES. Gerente de Projetos na APLYSIA Soluções Ambientais
Tatiana Heid Furley1
Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Espírito Santo, mestrado em Oceanografia Biológica pela Fundação
Universidade Federal do Rio Grande e doutorado em Oceanografia Biológica pela Universidade de São Paulo. Diretora da Sociedade
Brasileira de Ecotoxicologia e Diretora Técnica na APLYSIA Soluções Ambientais

RESUMO
Efluentes de celulose são caracterizados pela presença de grande
variedade de compostos químicos complexos, dentre os quais
há os que podem ter efeito danoso a microrganismos responsáveis
pelo tratamento biológico do efluente. Dentre as características dos
efluentes de celulose, já se sabe haver existência de toxidade, que
pode causar perturbações no desempenho do tratamento do efluente
por via de mudanças na sua composição. Disso podem resultar
significantes reduções na população de bactérias e de protozoários
ou inibição do processo metabólico.
A presença de toxicidade no efluente avaliado neste estudo foi
identificada de forma indireta, por meio de medições de condutividade,
sabendo-se que valores elevados de condutividade no efluente
alteram o transporte de espécies químicas entre o meio e o interior
da célula microbiana, provocando mudanças no metabolismo e efeitos
inibitórios (Dan et al., 2003).
Durante os meses de setembro e outubro, a fim de complementar a
avaliação microscópica do lodo biológico, foram também analisados
os principais parâmetros físicoquímicos do efluente que interferem
no desenvolvimento da microbiota. O aumento da condutividade no
efluente não tratado pode ter impactado tanto no desenvolvimento
das bactérias quanto dos protozoários e metazoários, uma vez que
os demais parâmetros físicoquímicos encontravam-se dentro de faixas
consideradas adequadas ao tratamento biológico. O aumento
da condutividade também pode ter originado efeitos negativos no
desempenho da ETE, visto ter sido constatada redução da eficiência
de remoção de DBO e registrado aumento de sólidos sedimentáveis
e sólidos suspensos totais no efluente tratado.
Palavras-chave: condutividade, efluente celulose, microrganismos,
tratamento biológico.




*Referências das autoras:
Rua Julia Lacourt Penna,335. Jardim Camburi. Vitória (ES). CEP: 29090-210. Brasil - Tel: +55 (27) 3337-4877
E-mails: joselaine@aplysia.com.br - tatiana@aplysia.com.br
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