Ibá apresenta modelo de florestas plantadas na FAO

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A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) apresentou as práticas do setor brasileiro de árvores plantadas no manejo sustentável de plantações florestais em evento promovido pela Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, em Roma, nesta semana, durante a 23ª sessão do Comitê Florestal (COFO) da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). 

Em palestra, a presidente da Ibá, Elizabeth de Carvalhaes, destacou os plantios realizados em mosaicos, em que florestas naturais se intercalam com florestas plantadas produtivas, criando corredores ecológicos: “A adoção de processos de gestão de paisagem assegura importantes serviços ambientais, como a manutenção de biodiversidade, a regulação dos recursos hídricos e preservação das florestas naturais”, disse. 

A executiva ressaltou que o grande diferencial do modelo brasileiro de florestas plantadas é a proteção de áreas naturais. Em 2015, para cada hectare plantado com árvores para fins industriais, outro 0,7 hectare de mata nativa foi destinado à conservação.  

“Um exemplo disso é a recuperação da Mata Atlântica, onde o trabalho conjunto de agricultores e ambientalistas, aliado a investimentos da indústria, permitiu a recuperação de 40 mil hectares de Mata Atlântica até 2015 e tem o objetivo de atingir um total de 15 milhões de hectares restaurados até 2050”, destacou.

O potencial de armazenamento e captura de carbono da atmosfera pelas árvores plantadas produtivas e sua contribuição para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e na construção da chamada economia de baixo carbono também foram tema da apresentação. Em 2015, os 7,8 milhões de hectares de árvores plantadas foram responsáveis pelo estoque de 1,7 bilhão de toneladas de CO2. 

“Além da manutenção ou aumento dos estoques de carbono, cada produto originário de árvores plantadas também pode evitar ou reduzir emissões associadas ao uso de produtos oriundos de matérias-primas fósseis ou não renováveis. É necessário considerar que todo produto de base florestal imobiliza o carbono assimilado durante toda sua vida útil”, concluiu. 

A presença brasileira no evento também contou com a participação de representantes do governo federal e do setor do agronegócio.

Fonte: Ibá 

 

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