O destino de espécies de cloro durante o branqueamento

Artigos Técnicos | durante o branqueamento com dióxido de cloro a altas temperaturas | 01.08.2009
Publicação

O destino de espécies de cloro durante o branqueamento  com dióxido de cloro a altas temperaturas

Autores: Gustavo Ventorim
                 Jorge L. Colodette
                 Kátia M. M. Eiras

RESUMO
Perdas de dióxido de cloro real¬mente ocorrem durante o branqueamento ECF em função de reações colaterais que produzem clorito, clorato e outras espécies inativas de cloro. O destino de espécies de cloro sob condições “normais” de branqueamento com dióxido de cloro é bastante bem conhecido, mas não sob o efeito de alta temperatura (>90°C). Este estudo avaliou o destino de espécies de cloro e desempenhos de branqueamento/deslignificação de estágios de dióxido de cloro “normais” e a altas temperaturas para celuloses kraft-O2 de eucalipto. Os estágios de branqueamento normais D (30min/60°C) e DHT (120min/95°C) foram comparados sob condições similares, após uma suave extração alcalina da celulose (E). Com pH final 3, a celulose submetida ao tratamento DE apresentou alvura 2,5% mais alta segundo a ISO e número kappa 46% mais alto (1,9 unidade) em comparação com a celulose submetida ao tratamento DHTE. Os desempenhos de branqueamento DE e DHTE mais altos são obtidos com pH final 4 e 3, respectivamente. Para uma dose similar de ClO2 (fator kappa 0,20 com pH final 3), o branqueamento DHTE produziu 46,3% e 9% menos AOX e OX no filtrado e na celulose, respectivamente, em relação ao DE. O tratamento com dióxido de cloro a alta temperatura gera menos orgânicos clorados e clorato e mais íons de cloreto. Com pH final 3, não se forma clorito nem no tratamento DE nem no DHTE. Aumentando-se o pH do estágio D de 3 para 5, reduz-se a formação de orgânicos clorados (OX e AOX) e clorato, mas aumenta a formação de clorito. A extração alcalina (E) reduz o cloro organicamente ligado da celulose (OX) em cerca de 59% após o estágio D e em cerca de 44% após o DHT. A formação de AOX em filtrados de estágios de extração é de aproximadamente 17% e 22% daquela dos filtrados dos estágios D e DHT, respectivamente. A formação de cloreto no estágio de extração é de cerca de 17% da constatada no estágio D e de aproximadamente 10% daquela do estágio DHT. A formação de clorato nos filtrados de extração foi de apenas 8% do formado nos estágios D e DHT. A adição de 1% de formaldeído ao branqueamento com dióxido de cloro melhora tanto o desempenho do estágio DE como do DHTE, mas mais no primeiro caso, particularmente com pH final 4.

Referências

Gustavo Ventorim; Jorge L. Colodette; Kátia M. M. Eiras
O destino de espécies de cloro durante o branqueamento com dióxido de cloro a altas temperaturas
The fate of chlorine species during high-temperature chlorine dioxide bleaching
O PAPEL vol. 70, num. 08, pp. 39 - 50 AUG 2009


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