Klabin: 110 anos de empreendedorismo no setor

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Nada melhor do que o tempo para demonstrar a solidez de uma empresa. No caso da Klabin, que completa 110 anos em 2009, essa comprovação é evidente. A companhia, que começou sua trajetória em 1899 com a fundação de uma pequena empresa em São Paulo (SP), hoje é a maior produtora e exportadora de papéis do País, respondendo por 75% dos embarques.

Atualmente, são 17 unidades industriais no Brasil – distribuídas por oito Estados – e uma na Argentina. O segredo do sucesso? Para Antônio Sergio Alfano, diretor financeiro de Planejamento e Relações com Investidores, um dos pontos-chave dessa trajetória são os recursos humanos. “Não se completam 110 anos de uma empresa sem o empreendedorismo dos seus acionistas e sem as pessoas que lá trabalham, desde o mais humilde funcionário até o alto escalão de uma organização”, afirma.

Contando com o trabalho dedicado de seus funcionários e gestores, em setembro do ano passado a empresa deu um dos maiores passos de sua história: expandiu sua unidade de Monte Alegre, em Telêmaco Borba (PR), e construiu sua nova máquina de papel-cartão, a MP9, a mais moderna do mundo. O Projeto MA-1100, como foi batizado, contou com investimentos de R$ 2,2 bilhões e ampliou a capacidade produtiva total da companhia de 1,6 milhão para 2 milhões de toneladas anuais de papéis para embalagens.

Para o futuro, os planos também são ousados. Nesta entrevista à revista O Papel, Alfano conta que a empresa pretende instalar em Monte Alegre uma capacidade de produção em celulose de 1,3 milhão a 1,5 milhão de toneladas nos próximos anos. “Se as condições permitirem, podemos instalar uma nova máquina de celulose no Paraná, para a qual destinaríamos parte desta produção de celulose, cerca de 400 mil toneladas”, adianta.


O Papel – Quais pontos caracterizam esses 110 anos de história da Klabin no Brasil?
Antônio Sergio Alfano – Eu destacaria, acima de tudo, o empreendedorismo da família. Foram imigrantes lituanos que vieram para cá e agiram de maneira a descobrir oportunidades, tendo sempre uma visão altamente empreendedora. Já na fundação da Klabin Irmãos e Cia., em 1899, os irmãos Maurício, Salomão e Hessel Klabin e o primo Miguel Lafer enxergavam a necessidade de papel que o Brasil teria no futuro imediato e iniciaram a empresa adquirindo uma pequena tipografia e importando materiais de escritório.

O Papel – Quais foram os momentos mais marcantes nessa história?
Alfano – A construção da primeira fábrica de papel, em São Paulo, na capital, em 1910, foi certamente um marco. Anos depois, em 1934, eu destacaria a aquisição da Fazenda Monte Alegre no Paraná e, mais tarde, a implantação do projeto de fabricação de papel-imprensa, algo altamente empreendedor. Com a inauguração da Unidade Monte Alegre, em 1946, a Klabin escreveu o primeiro capítulo da produção de papel em grande escala no Brasil e estabeleceu um marco no desenvolvimento da indústria nacional, já que pela primeira vez na história uma parcela da demanda de mercado interno de papel-imprensa era suprida por indústria brasileira.

*Leia a entrevista completa no PDF

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