Publicação
SEGUNDO SEMESTRE DE 2021 INICIA-SE COM
QUEDAS DOS PREÇOS DA CELULOSE E DE MADEIRAS
SÓLIDAS EM VÁRIOS PAÍSES, MAS NÃO NO BRASIL

Os meses de julho e agosto evidenciam tendência
de quedas de preços de celulose de fibra longa
(NBSKP) e de fibra curta (BHKP) nos EUA e na
China bem como de madeiras sólidas (tábuas e
chapas) no Canadá. A exceção tem sido, por enquanto, a Europa,
na qual, segundo a Norexeco, houve aumentos dos preços da
tonelada de celuloses tanto de fibra longa quanto de fibra curta
(tanto em julho quanto em agosto). Essas elevações de preços
da celulose na Europa ocorrem devido, principalmente, à forte
queda dos estoques de celulose nos portos europeus em junho
(frente a seus valores de maio). Os fabricantes brasileiros de
celulose de fibra curta também elevaram em julho e agosto os
preços lista deste produto vendido no mercado interno, sendo
que igualaram em agosto a cotação da venda de BEK no mercado
doméstico ao preço posto na Europa (ou seja, US$ 1.140
por tonelada).
Os mercados internacionais de papéis apresentaram em julho
e agosto comportamentos distintos dos preços segundo o
tipo analisado de papéis e o país considerado. Na Alemanha,
França e Itália houve em julho, quando comparado a junho, expressivos
aumentos dos preços em euros dos papéis A4, offset,
couchê e imprensa, mas estabilidade na cotação do papel kraftliner.
No mesmo período, nos EUA, ocorreu aumento do preço
em dólar do papel imprensa. No Brasil houve em agosto, frente a
julho, estabilidade dos preços em reais dos papéis de embalagem
(tanto da linha branca quanto da marrom) e do papel offset. Para
isso contribuiu a queda dos preços em reais de vários tipos de
aparas em agosto frente a suas cotações de julho.
Os preços de vários tipos de madeiras tiveram em julho, frente
a junho, expressivas quedas em vários países do hemisfério
norte, como o Canadá. Neste último, por exemplo, o preço do
metro cúbico de compensado passou de US$ 3.156 em junho
para US$ 2.147 em julho e estava, no final de agosto, no valor
de US$ 1.118. Isso se deve, de um lado, ao aumento da oferta de
madeiras sólidas e, de outro lado, à redução de sua demanda.
Anexos

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Carlos José Caetano Bacha
Professor Titular da ESALQ/USP
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