Publicação
A economia circular está no DNA do papel
Hoje, em todo o mundo são recicladas anualmente perto
de 250 milhões de toneladas, mas a importância do produto
e seu consumo cada vez maior obrigou a utilização de fibras
virgens, cujas principais fontes são o Eucalipto e o Pinus
sendo que, no Brasil, toda madeira utilizada para a produção
de celulose tem sua origem em árvores de reflorestamentos
certificados por organismos nacionais e internacionais.
No Brasil não foi diferente com a indústria principiando,
de forma mais robusta, no início do século XX, a partir da
reciclagem do papel que importávamos, e hoje somos o décimo
maior produtor mundial de papel e, como não poderia
deixar de ser, somos grandes recicladores.
É importante registrar que reciclar não é simplesmente
transformar papel velho ou de pós-consumo em papel novo,
pois cada papel exige características próprias da matéria-
-prima que será utilizada na sua produção, e o papel pós-
-consumo tem que ser preparado para atender estas características.
Assim, após sua separação e classificação, da origem
ao que chamamos de aparas de papel que, conforme a norma
ABNT NBR 15483 – Aparas de papel e papelão ondulado –,
Classificação, são divididas em 31 tipos.
Todo o trabalho é realizado pelos aparistas que buscam o
material nas mais diversas fontes assumindo todos os custos
da criação da matéria-prima apara de papel, bem como de
toda a logística até a entrega às fábricas recicladoras.
Os 31 tipos de aparas podem ser agrupados, para efeito
de estatística em três grandes grupos: aparas marrons,
aparas brancas e aparas de papelcartão, sendo que as aparas
marrons, com origem nos papéis de embalagem, compõem
a categoria de maior consumo.
Essas 4,8 milhões de toneladas significa dizer que os aparistas
conseguiram coletar, em 2020, perto de 70% de todo
papel reciclável colocado no mercado, com um fato importante de ser mencionado: tudo que recuperamos é utilizado,
basicamente, na produção de um papel novo, pois, ao contrário
de outros países, não exportamos material em nível
significativo e nem encaminhamos papel para queima, o que
é considerado reciclagem energética.
Anexos

PDF | 717 Kb

 

Esta publicação fala sobre
Para procurar por publicações similares, clique
nos temas acima ou nos textos listados ao lado.
Você também pode realizar uma pesquisa
no campo superior desta página.
Você pode ainda publicar seu comentário logo abaixo, assim como mandar sua sugestão por e-mail.


Participe, deixe abaixo os seus comentários.

Ajax Indicator
Ajax Indicator

Institucional

Conheça aqui a rede de comunicação da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel.

Contato

A ABTCP espera sua mensagem, seja para anunciar, enviar sugestões ou tirar dúvidas sobre nossas publicações.

O Papel | ABTCP | Todos os direitos reservados 2009