Publicação
Omercado de aparas vem dando sinais de mudanças e
não estamos nos referindo apenas aos preços que, aparentemente, estão se estabilizando, mas, a mudanças
estruturais. O grande vetor dessas mudanças, sem dúvida, é a
necessidade de administrar o volume cada vez maior de material que está sendo descartado pela população e que, em nosso País ainda é, em boa parte, encaminhado para lixões sem
nenhum tratamento. Sem contar que mesmo os aterros
adequados já estão atingindo sua capacidade máxima, e novos
locais estão ficando cada vez mais difíceis de serem localizados.
Nesse contexto, foi elaborada a Política Nacional de Resíduos
Sólidos (PNRS) oficializada na Lei 12.305 de 2010 que, embora
promulgada há mais de dez anos, tem sua implementação lenta
e encontra-se bastante atrasada, mas vem impactando o setor
cada vez mais e nem sempre favoravelmente.
Sem dúvida, uma lei no sentido de ordenar a administração
dos resíduos sólidos era fundamental, contudo, ao trazer uma
necessária e grande valorização à reciclagem, desconsiderou
tudo o que já era feito no Brasil. No nosso setor, por exemplo,
é comum ignorar que já reciclamos perto de 5 milhões de toneladas por ano de papel ou quase 70% de todo o papel que a
indústria nacional coloca no mercado interno.
É comum lermos artigos dizendo que o Brasil tem uma taxa
de reciclagem inferior a 5%, sem a observação que esta taxarefere-se ao percentual recuperado do volume total descartado pela população, ignorando-se a imensa quantidade que é encaminhada para a reciclagem antes de ser descartado, ou, mais corretamente, antes de ir para o lixo. Para nós, o maior problema é que todos os esforços das autoridades são direcionados ao incentivo dos que atuam diretamente na coleta de material que vai ou, de outra forma, iria para o lixo, investindo em sistemas de coleta seletiva e estruturando e incentivando financeiramente a ação de cooperativas. Concordamos com tudo isso, porém, os recicladores tradicionais estão sendo desconsiderados e, até mesmo, sendo vítimas de ações oficiais. Para mitigar um pouco os prejuízos das atuais ações pró-reciclagem por parte de pessoas que não conhecem o sistema, propusemos a criação da Frente Parlamentar dos Recicladores, criando um fórum no Congresso Federal, no qual poderemos aumentar o conhecimento da nossa atuação e da nossa importância para o sucesso da PNRS. O desempenho do comércio brasileiro continua melhorando e, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no comparativo de março 2022 contra março 2021, o volume de vendas cresceu 4%, o que pode ser considerado um excelente resultado que permite otimismo para os próximos meses.
Anexos

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