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Enquanto os resultados de 2011 divulgados recentemente fizeram a Suzano adiar alguns planos, os investimentos não foram tão afetados. A empresa confirmou para 2012 a quantia de R$ 3,5 bilhões ante os R$ 4 bilhões anunciados em 2011. “Ainda assim, aumentamos o investimento quando comparado ao ano passado no valor de R$ 3,2 bilhões. Apenas poucas empresas continuaram com esse patamar de investimentos no Brasil”, ressaltou Antonio Maciel Neto, CEO da Suzano Papel e Celulose durante coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira, 26 de março.

Grande parte desse montante seguirá para o projeto da Suzano Maranhão, com previsão de partida para o quarto trimestre de 2013. Até o momento já foram realizadas a compra dos equipamentos, a terraplanagem concluída e dado o início dos trabalhos de infraestrutura.

No entanto, por conta das condições do mercado e variação cambial, entre outras questões de infraestrutura, o projeto da Suzano Piauí, que faz parte do SER – Suzano Energia Renovável – unidade para produção de pellets, foi postergado, com tomada de decisão prevista somente para 2014.

Já com relação aos resultados de 2011, bastante questionado quanto ao lucro líquido, que teve uma queda mais acentuada, recuando 96,1%, passando de R$ 768,997 milhões em 2010, para R$ 29,892 milhões em 2011, o CEO explicou que essa não é a maior preocupação dos investidores, mas  sim quanto ao projeto do Piauí adiado em sua decisão e a dívida líquida, que fechou em 4,2 x. “O caixa, de R$ 3,3 bilhões, está equacionado e neste momento a companhia está trabalhando em iniciativas para redução de alavancagem”, destacou o CEO com o objetivo de tranquilizar os investidores.

A empresa informou ainda que a estimativa de investimentos não inclui a Suzano Energia Renovável, que está condicionada à definição da estrutura de capital.

A questão da licença ambiental no Maranhão

Maciel também falou sobre os problemas na região do Maranhão em torno da licença ambiental e excluiu a hipótese que o projeto que vem sendo executado na região (Suzano Maranhão) pudesse ser afetado. Segundo ele, “trata-se de uma área antiga, a 700 quilômetros do site, que não pertence ao projeto e, portanto, não implica em atraso algum, onde, inclusive, já existem 26 mil hectares plantados”. 

Maciel manteve o posicionamento repassado à imprensa sobre recorrer a decisão, baseada na prática vigente, em que o licenciamento ambiental é realizado pelo próprio Estado.

Há cerca de duas semanas, o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou o pedido do Ministério Público Federal que anulava o licenciamento realizado pelo Sema (Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Maranhão), afirmando que a licença deveria ter sido concedida pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

 

Thais Santi
Jornalista Revista O Papel
tel. (11) 38742726
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